Brazil Machinery Solutions

Apex-Brasil publica estudo do mercado de máquinas e implementos agrícolas do Quênia




07 - outubro - 2019

O material elaborado pela Agência apresenta as oportunidades comerciais do país para o setor

Com o objetivo de ajudar o empresário brasileiro a entender e mapear as melhores oportunidades para ofertar seus produtos no mercado exterior, a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) publicou um estudo completo sobre o mercado de máquinas e implementos agrícolas do Quênia. No material, dados sociais, econômicos e comerciais. 

De acordo com  Patrícia Gomes, diretora executiva de mercado externo da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (ABIMAQ) e gerente do Brazil Machinery Solutions (BMS), o Quênia é um mercado em crescimento: “é uma ótima porta de entrada para quem deseja exportar para a África Subsaariana. Definitivamente o estudo da Apex-Brasil pode ser um insumo valioso para os empresários na hora de traçar a estratégia de exportação para o continente”, explica

De acordo com o  estudo, o Quênia é a maior economia da África Central e Oriental, e também é um dos melhores mercados do continente para fazer negócios. Encontra-se na 61ª posição entre 190 países, à frente do Brasil e da África do Sul. Em 2017, os países que mais exportam para o Quênia foram a China, Índia e Japão. O mercado têm poucos parceiros comerciais: os três mercados representam quase 50% das importações. 

A agricultura tem peso fundamental para geração de valor no Quênia: o setor é responsável por 33,9% do valor bruto da economia do país. A diversificação de ecossistemas naturais permite a produção de uma gama variada de insumos, principalmente de grãos, cana-de-açúcar, café e chá. 

O agronegócio no país ainda é focado principalmente na subsistência e no cultivo de pequenos produtores. As dificuldades do Quênia são referentes à área fértil: menos de 20% do total. As secas também são muito prejudiciais. Esse fator acaba resultando na insegurança alimentar, que faz com que o país tenha que importar alimentos. 

Oportunidades para o futuro

O governo do Quênia tem demonstrado interesse em prestar assistência financeira aos agricultores locais, além de liberar o uso de sementes geneticamente modificadas, o que pode aumentar a produtividade do campo nos próximos anos.

Além disso, entre 2013 e 2018, aconteceu um processo de mecanização da agricultura do país. Essa área cresceu, em média, cerca de 5% ao ano. A implementação de tecnologias no agronegócio é presente, principalmente, na produção de trigo, milho, arroz irrigado e cana de açúcar. A maioria das operações, porém, é feita a partir da mão de obra humana.

Outro fator que deve ser levado em consideração é o movimento demográfico. Estima-se que até 2030 metade da população queniana viverá em centros urbanos. Esta mudança deve influenciar os hábitos de consumo das pessoas e impulsionar a compra de alimentos e o mercado agrícola.

Relações Brasil X Quênia

Segundo dados do Ministério da Economia, a balança comercial entre Brasil e Quênia é historicamente positiva para o mercado nacional. Os principais produtos de exportação para o país são o açúcar e tratores, enquanto na importação são chás e especiarias, produtos da indústria química e máquinas e instrumentos mecânicos.

Para o setor de máquinas e equipamentos do Brasil, hoje o Quênia está entre os 100 principais destinos das exportações em 2018. De acordo com a área de inteligência da diretoria de mercado externo da ABIMAQ, durante esse período, o país movimentou cerca de US$ 4.500 milhões em transações comerciais com o Brasil. As Câmaras Setoriais de Máquinas e Equipamentos de Aplicação Geral (CMEAG), Ar Comprimido e Gases (CSAG) e de Bombas e Motobombas (CSBM) foram as responsáveis pelo maior volume de exportação para o país no ano de 2018. 


Para acessar o material completo, é necessário entrar no site da Apex-Brasil no seguinte link: http://bit.ly/2lQO0p1